Madeira do Avesso

Madeira do Avesso

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A lei das finanças regionais do PSD e do CDS

Eis que começa um novo ano e por isso, apesar de se prever extremamente complicado, desejo a todos um Feliz 2013 e utilizando as palavras do Padre José Luís Rodrigues, espera-nos um ano diferente. Temos que nos adaptar, fazer contorcionismo, esticar aqui e ali, mas acima de tudo, temos de pensar positivo, e temos de nos rodear dos nossos amigos e familiares, de modo a aproveitarmos ao máximo a amizade e os bons momentos, para compensar o que de menos positivo poderá nos acontecer.

2013 começa fervilhante, com a revisão da Lei das Finanças Regionais, aprovada no Conselho de Ministros no último dia do ano e dada a conhecer no primeiro dia útil deste jovem ano. 
O Governo da República PSD/CDS, juntamente com o PSD-M, desenharam uma nova Lei das Finanças Regionais, uma vez mais nas costas dos madeirenses, às escondidas de tudo e de todos, com a falta de respeito que este Governo começa a nos habituar.

Esta lei preparada pelo Ministério das Finanças, de que fazem parte o PSD e o CDS, com a ajuda (imposição) da Troika, vem mais uma vez penalizar os madeirenses, mostrando o ódio que Passos, Portas e Gaspar nutrem pelos madeirenses, pois por causa de um louco que nos governa, temos todos de levar pancada, até que já nada nos reste para além da nossa honra.

Em 2007, por muito menos Jardim se demitiu. Com uma Lei das Finanças Regionais, mais branda que esta, menos penalizadora para os madeirenses, onde ainda havia solidariedade nacional para com as Regiões Autónomas, Jardim conseguiu provocar um abanão político na região, aproveitando o PS em baixa ao nível nacional, conseguindo desse modo engrossar mais a sua maioria. Agora que os tempos são outros e perante um Presidente do Governo caduco (basta ler o texto que escreveu hoje no Jornal da Madeira), completamente agachado ao "rectângulo", sem ideias, sem dinheiro, refém da sua própria estratégia, que no caso pessoal dele falhou apenas por se ter mantido mais tempo no poder do que ele próprio teria previsto, fazendo com que o "empurrar com a barriga" fosse cair em cima dele, faz com que não peça a demissão como no passado. É pena, pois a hora dele já passou há muito, já nem internamente é respeitado, os madeirenses que há pouco mais de um ano deram-lhe uma magra vitória, hoje com certeza que que lhe dariam uma grande derrota. Alberto João Jardim, tenta assim perpetuar ao máximo a sua presidência, com uma cegueira tal que não consegue ver que agora é o odiado e o responsável pela miséria dos madeirenses.

Entretanto o CDS-M, cada vez mais próximo no discurso do PSD-M, faz como Jardim, tenta empurrar o problema com a barriga, ao dizer pela boca do seu deputado à Assembleia da República, que "o CDS não foi tido nem achado" na revisão desta lei!!! Será que teremos de relembrar ao Sr. Deputado Rui Barreto que faz parte do Ministério das Finanças o Sr. Paulo Núncio, Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, nomeado pelo CDS? Será que teremos de relembrar ao Sr. Deputado Rui Barreto que a revisão da Lei foi aprovada no Conselho de Ministros, onde estão sentados 3 Ministros do CDS, entre eles o seu líder Paulo Portas? Será que falta muito para ouvirmos da boca do líder regional José Manuel Rodrigues, que a culpa disto tudo é da maçonaria, ou da internacional socialista, ou do lobby gay, ou dos chineses?

Por muito que o PSD-M e o CDS-M esperneiem, mesmo que venham cá para fora gritar que vão votar contra, abandonar a Assembleia, ou votar com mágoa, os madeirenses não se esquecerão que lhes foi pedido a sua confiança no momento de votar e que este governo da república foi formado com os votos do eleitores do PSD-M e do CDS-M.
Estarei cá sempre para relembrar em quem Alberto João Jardim e José Manuel Rodrigues pediram o voto nas eleições legislativas de 2011.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O CDS e o JM

Todos nós sabemos que o PSD-M quer manter o Jornal da Madeira a todo o custo, pois assim consegue publicidade gratuita. Com todos os seus velhos militantes a escreverem disparates diariamente, alguns apresentando sinais claros de sinilidade precoce, e com uma linha editorial que praticamente só noticía o governo e a ala jardinista do PSD.



A novidade do dia é que parece que o CDS-M de José Manuel Rodrigues e de Rui Barreto também querem manter o Jornal da Madeira nos mesmos moldes que os actuais.
Continuando a sua senda demagógica e populista, o CDS-M continua com um discurso na Madeira e outro em Lisboa.
No passado dia 26 de Junho o líder do CDS-M, ainda antes da sua fuga com o rabo entre as pernas da AR, absteve-se na votação do requerimento apresentado pelo PS e pelo BE, para ouvir a autoridade da concorrência e a ERC sobre a situação do JM. Na altura esse fugitivo alegou que a discussão desse tema era extemporâneo! Primeiro sinal de concordância com esta situação. 
Ontem, novamente pela mão do deputado do PS-M, Jacinto Serrão, o assunto foi novamente a votação na AR e por incrível que pareça, passou! O PSD que deve estar em completa ruptura com Jardim, absteve-se!
Mais espantoso foi a nova abstenção do CDS. E agora pergunto eu, continua a ser extemporâneo? Agora que a ERC já deliberou, qual é a sua desculpa Sr. Deputado José Manuel Rodrigues? Custa-lhe assim tanto aprovar uma medida apresentada pelo PS-M, ou está a preparar a estratégia para alimentar o sonho do CDS-M de ir para o governo juntamente com o PSD-M e assim poder também controlar esse órgão de comunicação social?

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O orçamento da desgraça

Hoje esteve em debate o orçamento para a região para 2013, anunciado por um fraco secretário das finanças, com graves problemas de dicção e mais grave ainda, a defender um documento muito mau.

Lendo o ORAM na diagonal, há certos números que saltam logo à vista.
Para a via litoral e via expresso, já foram pagos mais de 770 milhões de euros e ainda está por pagar 1890 milhões de euros.
As sociedades de desenvolvimento, já quase sem actividade, se extintas, permitiriam uma poupança na ordem dos 25 milhões de euros.
Manter o Jornal da Madeira, só terá dois propósitos, tirar aos contribuintes mais de 3 milhões de euros, para pura propaganda de uma facção do PSD.
Em pleno período de grande austeridade, em que sectores fundamentais da nossa economia sofrem cortes profundos,  o orçamento da ALM cresce!
O governo continua a manter participação em capitais de empresas, tais como os Cimentos Madeira, teleféricos, entre outros, que alienados renderiam verbas preciosas para os cofres da região.
Continua no orçamento verbas destinadas a obras já efectuadas e inauguradas.
Está previsto no ORAM um crescimento da nossa economia de 0,3 %, quando toda a previsão de colecta de impostos directos está em queda. Qualquer pessoa minimamente interessada verá que existe aqui um grande contra senso, e se a queda da economia se der na proporção da baixa da colecta, então a situação será ainda mais grave do que imaginamos.

E muito mais haveria para dizer sobre as falsas contas que o governo nos apresenta.

Do pouco que ouvi do "pseudo debate" de hoje, não posso deixar de dizer que achei alguma graça quando o secretário das finanças disse que "o único culpado da região ótonoma da Madeira estar assim tão endividada era do Partido Socialista". Será que estes srs. do PSD pensam que estão a  falar com jericos?
Esse mesmo incompetente que ajudou a afundar a Madeira disse também que as obras públicas geraram imenso emprego! Nota-se! Esse sr. que vá ao centro de emprego, para ver os empregos qualificados gerados pela Madeira Nova. Tenha alguma vergonha na cara.

Sobre o presidente do governo regional, nem uma palavra a dizer sobre o obreiro da desgraça, pois nem ele próprio já é capaz de abrir a boca para defender o orçamento que reflete os seus mais de 30 anos de governação.

Uma coisa é certa, o PSD que negociou o PAEF com o governo da república PSD/CDS, fará tudo para cumprir esse plano suicida, que levará a Madeira à desgraça, e quando já não sobrar qualquer sector da nossa economia, já não haverá solução, já não haverá autonomia, sobrará apenas desemprego, fome, miséria, emigração, famílias completamente partidas, e claro, alguns barões ao verdadeiro estilo medieval.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Passos na Madeira, vamos a ele!

"Não caucionarei com a minha presença na Madeira esse tipo de comportamentos"
Pedro Passos Coelho, Setembro 2011

O ilustre cidadão Pedro Passos Coelho, presidente do PSD, decidiu vir à Madeira, para aclamar mais uma vez as politicas ruinosas de Alberto João Jardim.

O solidário Primeiro Ministro de Portugal, que nem uma palavra disse sobre as tragédias ocorridas na costa norte da Madeira, não perdeu tempo em anunciar ajudas para a tragédia ocorrida no Algarve, tendo inclusive dado um puxão de orelhas a um dos seus ministros por não ter anunciado as ajudas ao Algarve. 
E a Madeira? Não faz parte de Portugal? Não merece também ajudas quando ocorre uma tragédia provocada pela natureza?

Ao ler a notícia no Diário de Noticias online, fiquei com a sensação que ninguém avisou Passos Coelho que Albuquerque perdeu as eleições internas, pois este foi o seu grande apoiante na Madeira e é o mais próximo das suas ideologias política.
Jardim é que terá de engolir muitos sapos no próximo fim de semana durante o congresso do PSD-M. Deverá ser esse o motivo pelo qual o PSD-M vai reunir à porta fechada. 
Vai engolir o sapo Albuquerque, pois o presidente da Câmara Municipal do Funchal, não irá ficar calado e irá mostrar a força dos seus quase 50 % dos votos que obteve.
Vai engolir o sapo Passos Coelho que até poderá fazer um discurso de apoio ao fraco líder Jardim, mas que de certeza que não deixará de marcar o seu desagrado com as políticas do PSD-M, nem que seja em privado.
Vai engolir o sapo do ódio com que a população em geral começa a sentir por si, pois viveram iludidos durante décadas, julgando que éramos ricos, mas que afinal vivíamos num castelo de cartas que começou a desmoronar, sem recuperação possível.

A última vez que Pedro Passos Coelho cá esteve foi no encerramento do anterior congresso do PSD-M, o que mostra como está se borrifando para os madeirenses, pois como Primeiro Ministro recusa-se a cá vir. Não que ache necessário a sua presença aqui na Madeira, mas não deixa de ser uma região de Portugal, com muitos problemas, com necessidades especiais e quem sabe se desse umas voltinhas pela nossa terra, se ouvisse as pessoas, se conhecesse a realidade do comércio e da industria madeirense, se olhasse com atenção para o que se passa na ALM, talvez a sua consciência ficasse pesada e talvez falasse com o seu amigo Cavaco, para que este talvez pudesse pôr termo a este desgoverno.

Como não acredito em milagres, como não acredito em mudanças repentinas de ideias, como não acredito nestas políticas de Passos Coelho e como não acredito nestas políticas de Alberto João Jardim, talvez esteja na altura dos madeirenses se revoltarem e prepararem uma visita a esse congresso e mostrar a esses dois senhores, que com os madeirenses não se brinca!


sábado, 17 de novembro de 2012

A Madeira não é Portugal!

Após os temporais da semana passada que assolaram principalmente o norte da Madeira, e que gerou grande destruição na Ribeira da Janela, Seixal, São Vicente, Faial e Machico, os governantes começaram a fazer as suas visitas e das suas bocas poucas palavras saíram, além da constatação da destruição evidente.
A chuva intensa, aliada à política do betão, que estreitou ribeiros e provocou instabilidade nas falésias pelo rebentamento de cargas explosivas exageradas na construção das estradas da Madeira nova, e a juntar à negligencia por parte das autoridades por não terem limpo as serras dos pinheiros mortos por uma doença, fizeram com que houvesse arrastamento de terras, pedras e troncos enormes pelas montanhas abaixo, desviando ribeiros dos seus cursos naturais.
Houve várias casas destruídas, carros perdidos, muitos bens materiais resultantes de vidas de trabalho e de recordações que desapareceram, feridos isolados durante horas, alguns com gravidade e zonas completamente isoladas durante dias, como já não se via há anos.
Além de casas, houve quem perdesse completamente os seus terrenos, transformados em poios ao longo de séculos pelos seus antepassados e houve também caminhos agrícolas que simplesmente caíram montanha abaixo, impossibilitando os agricultores de chegarem aos seus campos e aos seus armazéns.

O que é que se ouviu do secretário do ambiente? Nada
O que é que se ouviu do presidente do governo regional? Nada
O que é que se ouviu do governo da república? Nada, nem uma palavra de solidariedade!

Ontem andou um tornado pelo Algarve, com efeitos também devastadores, que destruiu casas, carros, infraestruturas públicas e houve também alguns feridos.
Menos de 24 horas após a tragédia algarvia, um ministro do governo PSD/CDS deslocou-se de imediato ao local, para averiguar o sucedido e começar a tomar medidas para a normalização da zona e preparar planos de apoio.

Não peço para a Madeira a visita de ministros deste governo odioso, mas peço solidariedade nacional equivalente à do Algarve e peço aos governantes Madeirenses que tomem as devidas medidas de modo a que se possa retomar a normalidade com brevidade e que os prejudicados sejam ajudados como é hábito nestas situações.

Mais uma vez a Madeira é posta de lado, pelo vingativo governo de Passos/Portas, talvez devido apenas às más relações entre o governo da RAM e o governo da república!

Mais uma vez, está na hora de dizer basta a estes governos incompetentes, medíocres e moribundos.

domingo, 4 de novembro de 2012

Os danos colaterais das eleições do PSD-M

As eleições internas do PSD-M foram extremamente esclarecedoras no que diz respeito aos sentimentos dos seus militantes que de repente perderam a vergonha na cara e começaram a dizer com as palavras todas o que se passa na Madeira desde que Jardim é presidente.

Durante o período eleitoral, Albuquerque começou a sentir na pele, o que o PSD sempre fez com a oposição, que não é mais do que usar a máquina do governo e do seu PSD altamente financiado por fundações, que por sua vez são alimentadas pelo lobby da construção, para campanha eleitorais permanentes, com um nível de linguagem muito baixo, e com muitas ameaças à mistura.

Pois é, caro Dr. Albuquerque, está a provar do seu próprio veneno, que foi muito útil, nas diversas campanhas em que foi candidato à CMF.

No dia das eleições, começou a correr nas páginas do Diário de Notícias online, a usual tentativa de controlo de mesas eleitorais, ficando por saber se foram usados carros da EEM, ou camarários para transportar os eleitores às urnas.

Chegado o momento da contagem dos votos, começou por se notar uma onda de euforia na sede de Albuquerque e um roer de unhas na rua dos Netos. Acabou por se confirmar o esperado, ou seja, a vitória de Jardim, confirmando a importância de uma máquina de campanha extremamente feroz e bem lubrificada.

Com a diferença mínima, começam a cair os tubarões, como foi caso de São Vicente de Gabriel Drumond. Políticos em fim de carreira, ao estilo de patriarcas, em que a sua influência desce para níveis insignificantes, talvez devido também a uma certa senilidade ridícula e a discurso gasto.

Durante a noite eleitoral e manhã seguinte começam a perder a vergonha. Foram várias as palavras proferidas por Jardim e por seus seguidores próximos, que a única coisa que têm de surpreendente é de apenas dizerem o que todos nós sabemos.

"Eleições no PSD-M: Jardim confessou haver militantes descontentes por serem sempre os mesmos a ocupar funções públicas...", página do Diário de Noticias, no Facebook.

Quanto às várias declarações do assessor de Jardim, André Rodrigo Freitas, é então de levar as mãos à cabeça
Começa por colocar no seu mural do Facebook a seguinte declaração:
"Ganhamos e isso é o que interessa!
O Santo Amaro para o PSD veio mais cedo, segunda-feira é dia de limpeza!
E como costumo dizer, VAMOS A ELES!"
Após se aperceber da barbaridade que escreveu, apagou de imediato este seu post e publicou outro em jeito de justificação, em que as revelações foram igualmente gravosas e que deveriam ser investigadas pelo ministério público:
"Muita boa gente que comentou negativamente, o meu anterior post já pediu favores (inclusivé a mim) mas que se não fosse essa ajuda, do dito regime, não tinham levantado cabeça na vida."
e ainda diz mais:
"Novamente muita boa gente, quando acabava o seu curso e/ou montavam a sua empresa, a primeira coisa que faziam era inscrever-se no PSD Madeira, sei porque desde os meus 15 anos que ando no partido e nas respectivas lides, para se aproveitarem da ocasião e do Partido para benefício próprio"
Enfim um descalabro de palavras que mostram claramente o sentimento destas gentes e algumas daquelas verdades que todos nós sabemos.

Quanto a uma outra das figuras que esteve muito em destaque nestas eleições, Dr. Bruno Pereira, ex-director regional do turismo e ex-vice presidente da CMF, foi bastante claro que apostou no cavalo errado. Deu uma facada nas costas de quem o levou ao colo até a ribalta da política madeirense, e ficou claro que como candidato à CMF não terá mínima hipótese de ganhar. Resta-lhe esperar que Jardim faça a remodelação do seu governo, para ir para secretário regional do turismo e assim Jardim poderá avançar com o seu candidato Sérgio Marques.

Para terminar, não posso deixar de achar graça ao oportunismo CDS-PP, que volta a defender um governo de emergência regional, impondo apenas a condição de Jardim ser afastado!
Com quem quererá governar o CDS? Com Jaime Ramos? com Cunha e Silva? com Rafaela Fernandes? com Miguel de Sousa? com o fiel Bruno Pereira? os será com o seu aliado Albuquerque, para juntamente seguirem a bíblia de Passos Coelho?