Madeira do Avesso

Madeira do Avesso

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Pomada para sapatos

Todos nós já usamos pomadas nos sapatos. Vão envelhecendo, apanhando sol, descorando, e nada como uma boa pomada para que voltem a ter aquele brilho que renova o mais velho dos nossos sapatos.
Claro que passado pouco tempo, os sapatos voltam a ficar velhos, usados, iguais ao passado. E novamente, lá vamos nós, agarrados à bisnaga a colorir os velhos sapatos, seguido de uma boa esfregadela para dar lustro. O lustro renovador.


E assim vai a nossa terra. Pegou-se no passado, demos uma boa camada de Bufalo, puxamos o lustro e eis que temos a renovação. Temos um "novo PSD". Novinho, cheio de brilho a mostrar uma nova energia, a energia das coisas novas.

Pois é meus amigos, mas os sapatos continuam velhos, com o mesmo couro, as mesmas solas e a pomada começou a cair.

Caiu o hospital, caiu o Jornal da Madeira, caiu o ferry para o continente, caiu tanta coisa. Coisas adiadas para serem estudadas, coisas adiadas para serem melhoradas, coisas adiadas para meter na gaveta.

Assim vai a nossa região, que com simpatia praticam o Jardinismo, o Jardinismo light. Chumbam as propostas da oposição, para logo de seguida aprovar as suas. Iguais, ou melhor quase iguais. O papel químico, que muda a posição das vírgulas, que muda a ordem das frases, enfim, um papel químico dinâmico, que apresenta o mesmo, mas de maneira diferente.



terça-feira, 16 de junho de 2015

Madeira Nova, Madeira Renovada

Tudo igual, tudo na mesma, assim vai a nossa região. 
Mudam algumas caras, poucas para quem afirmava uma renovação, mudam políticas, muito poucas para quem anunciava rupturas.

Num passado muito recente, infelizmente longo demais, a democracia era uma miragem, uma ténue imagem do que deveria de ser uma democracia, pouco mais além dos atos eleitorais, e mesmo esses a levantar muitas dúvidas (tal qual como o último). 
Chega-se ao fim de um ciclo, o ciclo da prepotência, do quero posso e mando, do desvairo, do novo riquismo. O ciclo das criação de novos ricos, poucos, quase todos eles muito, mas mesmo muito próximos do regime. Foi esse o ciclo da Madeira nova, do falso desenvolvimento, onde gerou-se muito betão, mas pouca educação, pouca cultura, pouco pensamento. 

Eis que se apresenta o ano de 2015 com novas esperanças, esperança numa mudança, uma mudança que viria de qualquer lado, renovada, ou seja lá ela qual fosse. 

Os madeirenses escolheram, escolheram quem pouco falou, pouco ou nada apresentou, apenas uma mensagem de renovação, onde os protagonistas dessa renovação nada tinham a ver com a Madeira Nova, a Madeira das dívidas, do PAEF, dos PAEL's, dos resgates.
Mas os madeirenses acreditaram que haveria uma nova onda de esperança, novas políticas, novas maneiras de estar na política.

E assim pareceu ser aos primeiros passos desta nova maioria, a maioria renovada. Só que tal qual um bebé que para dar os primeiros passos procura o apoio dos seus progenitores, mas que quer mostrar a sua autonomia, fizeram parecer que eram diferentes, que nada tinham a ver com os seus antecessores. 
Como o ADN é o mesmo e não se muda o ADN, os vincos do passado começam a aparecer, aparecem com velhas rugas do regime.

Se no período de transição, ainda no regime antigo, mas com o velho comandante já deposto, proporcionaram momentos de democracia, aprovando aquilo que vinha sendo reivindicado há décadas pela oposição, passado o período de campanha eleitoral, volta tudo ao mesmo, ou quase, ainda conseguem falar na assembleia sem ser aos gritos e aos insultos (veremos até quando). 

Prometem acabar com esbanjamento de dinheiros público com o Jornal da Madeira, anunciam estudos para soluções daí a 90 dias, poucos dias depois adiam para finais de 2016, com gastos para esse ano de 1,1 Milhões de Euros (mais do que a soma dos orçamentos anuais de São Martinho e Santo António, que representam cerca de 20 % de toda a população da RAM), e como haverá eleições autárquicas em 2017, veremos se não continuam a controlar esse meio de comunicação, pode dar jeito para a campanha.

Em campanha afirmam com toda a veemência de que não despediriam funcionários públicos e antes de completarem 2 meses de governo, já mandam para a rua 110 funcionários da área da saúde.

Homenagear antigos deputados pela ALM, com forte envolvimento nos primeiros passos da nossa autonomia, nem pensar se forem da oposição.

Finalmente, e para que não vos mace com um texto muito longo, praticamente todas as propostas da oposição são chumbadas, tal qual na Madeira Nova, e quase sempre com o mesmo argumento, vamos estudar, vamos criar uma comissão, vamos avaliar, ou seja, vamos adiar, para que a proposta seja apresentada pelo PSD.

Velhos protagonistas em novos cargos, temos velhos hábitos com caras renovadas.

Por fim, ignorem o teor das notícias que apresento, deixem-se levar pela imagem e tentem distinguir qual a imagem de campanha do PSD e qual a imagem do Governo Regional. 
Até nisto estão iguais à Madeira Nova, confundem o partido com o governo, aliás como sempre aconteceu.


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Discurso do dia da Freguesia de São Martinho, 2015

Inicialmente sob a alçada da paróquia de Santa Maria do Calhau e da Sé, passando em 1566 para a alçada da paróquia de São Pedro, em 3 de Março de 1579, através do alvará régio do Cardeal D. Henrique é criada a paróquia de São Martinho na capela fundada por Afonso Anes.
Assim nasce São Martinho, que desde os primórdios da povoação da Ilha da Madeira sempre teve um papel muito relevante. 
Em 1566 ocorreu na praia formosa o desembarque de piratas que viria a ser conhecido como o Assalto do Francês, mostrando assim as vulnerabilidades da cidade perante o ataque de piratas e saqueadores. Com este episódio foram identificados 3 locais bastante vulneráveis e que careciam de defesas. As praias do Gorgulho, Formosa e a Ribeira dos Socorridos.
A Formosa praia que, pela sua formusura e assento dela, lhe pôs o nome de Praia Formosa, conforme descreveu Gaspar Frutuoso, teve a necessidade ser equipada com a construção de uma muralha fortificada.
Posteriormente, mais precisamente em 1816, passou a servir de Lazareto onde foi estabelecido pelo governador a quarentena dos navios oriundos de portos infestados.
Ao longo da costa de São Martinho foram construídas diversas fortificações com o intuito de defender os ataques exteriores. Destaco o forte da Engenhoca e do reduto na praia formosa, o forte do Alorável na Quinta Calaça, o forte do Gorgulho, recentemente restaurado, o forte da Ponta da Cruz e ainda o forte da Vitória na margem esquerda da Ribeira dos Socorridos.
Não sendo particularmente eficazes no combate a intrusos, pois a maioria era desprovida de qualquer peça de artilharia, tinham como principal função mostrar apenas que havia defesas na Ilha.
Atualmente toda costa de São Martinho é de extrema importância quer ao nível turístico como de lazer para todos os madeirenses. Entre hotéis, clubes privados e zonas de acesso ao público em geral, destaco as seguintes.
A praia formosa, que desde 1921 que surgem ideias para o local, a praia do Areeiro, praia dos namorados, as piscinas naturais das docas do Cavaco, estando entre as mais belas piscinas do mundo, as piscinas da Ponta Gorda e finalmente o Complexo Balnear do Lido, cujo primeiro projecto surge em 1932. Atualmente e após vários anos vetado ao abandono, por decisão política, este complexo balnear ganhará nova vida com as grandes obras que lá decorrem, libertando parte do espaço à promenade, dando assim mais linha de horizonte aos Jardins do Lido. Uma obra necessária pelo qual muitos funchalenses anseiam pela sua reabertura. Dou os meus parabéns à atual vereação por ter tirado este projeto da gaveta.
Passado pouco mais de um ano desde a tomada de posse do atual executivo da Junta de Freguesia, é com muito orgulho que posso afirmar que o trabalho vale sempre a pena. 
Depois de um primeiro impacto, onde encontramos uma Junta de Freguesia falida e com pouca atividade social, virada claramente para as obras públicas, de costas voltadas para as pessoas, 2014 foi o ano de todas as transformações. Pagámos todas as dívidas e iniciamos um trabalho nada fácil de implementação de um programa bastante ambicioso.
A crise que afeta a região devido a políticas erradas, onde as pessoas estiveram em segundo plano, gerou desemprego e trabalho precário. Assim tomámos como prioridade a intervenção na área social.
Iniciamos o programa de ajuda alimentar às famílias com graves carências financeiras. Famílias que passavam fome e que passaram a ter algo para comer. Tentamos ser justos, criamos um regulamento de modo a ter um meio transparente de aferição das reais necessidades individuais. Atualmente apoiamos mensalmente cerca de 500 pessoas. A estas pessoas damos complementarmente formação em diversas áreas, desde pequenas artes manuais, educação social, conferencias sobre alcoolismo, violência doméstica, etc.
Implementamos também um programa de recuperação de habitações degradadas. Um programa que visa dar algum conforto a quem vive em condições precárias. Mantivemos o programa das bolsas de estudo e o de apoio em materiais escolares aos alunos mais carenciado. Ambos com um grande crescimento o ano de 2014. No Natal, apoiamos novamente imensas famílias, com cabazes. Agradeço o contributo de diversas instituições da Freguesia que através dos seus donativos, podemos reforçar esses cabazes.
Retomamos velhas tradições da freguesia na área da cultura. Após 5 anos o Festival de folclore de São Martinho voltou a ser uma realidade, assim como as noites de verão, com animação para diferentes gostos. Destaco a grande noite de Fado Amador e o São Martinho Summer Fest.
Iniciamos em parceria com a FrenteMar Funchal o festival Gastronómico Jardim dos Sabores. Um sucesso onde contámos com a presença de diversos restaurantes, assim como com animação musical diária.
Para fechar o verão demos corpo ao evento 12+12=24. Um piquenique na Mata da Nazaré com a colaboração do Projecto Olho-te. Uma iniciativa que contou com 12 atividades ao longo de 12 horas, do meio-dia à meia-noite. Música, Zumba, desportos tradicionais, teatro, poesia, entre outras atividades que animaram aquele Bairro, que muito precisa de nós.
Apoiamos o desporto, o desporto amador, para isso criamos a festa do desporto São Martinho Activo. Um fim-de-semana repleto de diferentes modalidades a decorrer em simultâneo, em diversos locais da freguesia. Um fim-de-semana onde foi possível experimentar diversas modalidades, participar, assistir.
Continuamos com os passeios sociais. Fomos a Espanha, ao Porto Santo, demos a volta à Ilha, fomos a uma missa do Parto. Muita participação, muita animação. É preciso também, alegria nestes tempos cinzentos. 
Apoiamos os alunos das nossas escolas, participamos em festas escolares, apoiamos associações, tanto ao nível do desporto como da cultura. É necessário ajudar quem muito faz pela freguesia a troco de nada. Projecto interessantes, diversificados e gostaria de destacar 2 deles. 
O Projecto Olho-te pelo seu forte cariz social, que associa a artes, com o desporto, a animação, a inclusão. Uma grande lição para aqueles que não acreditavam num fantástico bairro como é o da Nazaré. Obrigado Hugo, Obrigado Patrícia.
Destaco também a Associação Arca da Ajuda. Com a difícil tarefa de dinamizar uma zona onde muitos vivem de portas fechadas, sem conhecer sequer o vizinho do lado. Também através da cultura e do desporto, tentam assim criar o conceito de bairro na zona da Ajuda, incentivando à participação na sociedade.
Mas o nosso trabalho não fica por aqui, muito mais temos pela frente. 
Julgo que fizemos mais num ano, do que estaria inicialmente à espera. Obrigado à equipa que me acompanha e que me ajuda.
Agradeço ao José Castanha, ao Jaime Leandro, ao Igor Andrade, à Vanda Martins, ao José Sargo e ao Tiago Rodrigues. A todos os vogais da Assembleia de Freguesia, que pela sua voz crítica, ajudam-nos também a melhorar. Agradeço também à Dorita, a Isilda, a Leonor e a Mariete que diariamente dão o seu melhor e que asseguram todos os serviços da Junta. Agradeço à Tatiana e a Lisandra que através dos estágios, muito têm contribuído na implementação novos projetos da Junta. 
Este ano lançamos novos desafios, iniciamos já este mês a formação em diversas áreas. Línguas, costura, informática e música são os primeiros desafios. Outros irão surgir ao longo do ano.
Acrescentaremos passeios a pé, e piquenique no parque ecológico, indo assim também de encontro ao pedido de diversos munícipes. 
Dentro de em breve haverá no espaço da Junta um horário para atendimento da polícia de proximidade, e num trabalho conjunto com a polícia e associações, clubes, e outras entidades, estamos a elaborar o documento social de São Martinho. Um estudo que caracterizará a freguesia, com o intuito de melhorarmos continuamente. Temos de nos conhecer bem, para podermos construir um melhor futuro.
Finalmente quero destacar o Orçamento Participativo. 
Somos a primeira Junta de Freguesia da Região a implementar o Orçamento Participativo. Uma nova porta da democracia que se abriu, aproximando mais os cidadãos dos eleitos, colocando as decisões nas suas mãos. 
Termino convidando todas e todos os presentes a votarem, pois está oficialmente aberta a votação no Orçamento Participativo de São Martinho. Participem divulguem.
Continuaremos com o trabalho de proximidade, sempre junto das pessoas, ouvindo todas e todos, procurando soluções para os problemas, ajudando, melhorando, fazendo com que São Martinho seja a grande freguesia que todos nós ambicionamos. Sempre com equilíbrio e sustentabilidade.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Transportes para todos

O Governo regional decidiu privatizar a empresa Horários do Funchal, podendo ser um grande revés na qualidade de vida das pessoas e da cidade caso fosse para a frente esta ideia.

É preciso travar esta privatização e repensar na política de transportes urbanos.



Os Funchalenses têm de ter acesso a um sistema de transportes urbanos e eficazes, à semelhança das grandes cidades europeias.

Numa cidade como o Funchal, devido à sua orografia e alguma dispersão urbana, faz com que este tipo de transportes sejam caro do ponto de vista dos custos. Os autocarros têm consumos elevados, são necessárias viaturas de potências elevadas para conseguir vencer as fortes inclinações da nossa cidade. A dispersão faz com que determinadas carreiras tenham uma baixa utilização.

Posto isto, torna-se óbvio que uma empresa destas, se for privatizada, os seus donos olharão para os lucros como principal objectivo e será de esperar um degradar do serviço público de transportes.

Além de que se pretendemos também diminuir o tráfego no centro da cidade, melhorando o transito e a emissão de gases poluentes, não podemos andar para trás num serviço que é benéfico para as populações.

Talvez seja necessário repensar nos percursos efectuados, nos horários das carreiras, mas estou certo que com as pessoas certas à frente dessa empresa pública, é possível melhorar esse serviço e consequentemente a empresa.

Por isso é que  a Coligação Mudança pretende travar a privatização dos Horários do Funchal.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Combater o isolamento dos Ilhéus

O facto de vivermos num arquipélago, faz com que o estado Português tenha de olhar com outros olhos para esta parcela do território.

Enquanto os Açoreanos souberam gerir as suas contas, na nossa Região, o PSD desbaratou as nossas finanças públicas, fazendo com que tivéssemos de ser resgatados, perdendo assim a autonomia financeira.
Atualmente pagámos mais impostos per capita do que os continentais, e muito mais do que os açoreanos.
É urgente recuperar a nossa autonomia fiscal e podermos assim decidir se baixamos ou não os impostos até ao limite dos 30%, tal qual como no passado.

Ao nível de transportes temos os portos e aeroportos mais caros da Europa. Se no caso do Aeroporto, temos de pagar a dívida ao BEI, percebendo assim o porquê de haver taxas elevadas, no caso das taxas portuárias, não há nada que o justifique. 
É preciso baixar essas taxas, baixando assim o custo do transporte de mercadorias que chegam à nossa região por via marítima.


É preciso também repensar e escolher um novo modelo de financiamento das viagens dos madeirenses, quer sejam por via aérea, ou marítima. O negócio efectuado entre o Governo Regional e o Governo da República, fez com que o estado Português poupasse milhões. Milhões que já estavam atribuídos à Madeira e o PSD deu de barato. 
Não podemos aceitar que a nove meses do natal as viagens aéreas entre Funchal e Lisboa estejam já a mais de 400,00 €
Podemos ir pelo novo modelo Açoreano, ou por um outro alternativo, o certo é que é urgente repensar o modelo de financiamento dos transportes


Ao nível de transportes temos de criar condições para que haja uma nova ligação marítima entre a Madeira e o Continente. Uma ligação de transporte de passageiros e de carga, que através de preços competitivos, e rapidez possa devolver alguma competitividade às nossas exportações, principalmente ao nível de produtos frescos.

Estas são ideias que temos vindo a defender já há muito tempo e que implementaremos assim que sejamos governo.

É preciso votar na Coligação Mudança no próximo dia 29 de Março, a Madeira e os Madeirenses precisam de quem governe para as pessoas

terça-feira, 10 de março de 2015

Renegociar as rendas da Via Expresso e da Via Litoral

Foi prática no país, a construção de vias de comunicação através de parcerias publico-privadas. Através deste instrumento financeiro, o estado passou para as mãos dos privados a responsabilidade de construção e exploração de muitas estradas, dotando o país de uma rede viária bastante completa.
Desta maneira, os privados construíram estradas, e o estado paga uma renda a esses investidores. Só com esta metodologia foi possível construir estas vias, pois o estado não tinha verbas para pagá-las a pronto.
Esta prática, teve um reverso. Com a quantidade de obra feita ao mesmo tempo, hipotecámos uma boa fatia do orçamento anual do País para pagamento dessas rendas.
Ora bem, em tempos de crise temos de poupar, temos de ser muito mais rigorosos e o estado português renegociou esses contratos e atualmente paga menos do que foi inicialmente contratado.
Mas isto foi o que se passou ao nível nacional, vejamos agora o panorama regional.


A região, pela sua orografia, tinha também uma necessidade de investir em vias de comunicação, principalmente no eixo urbano Caniçal-Ribeira Brava, assim como noutras zonas em que a necessidade tinha mais a ver com questões de segurança.
O que é que o Governo Regional fez? Muito simples, investiu nesse eixo, nas zonas perigosas e depois começou o disparate de construir uma via expresso em direcção a todas as zonas, por mais remotas e despovoadas que fossem. 
Não é que seja totalmente contra essas construções, mas não somos ricos, e temos de definir bem as nossas prioridades e a região tinha outras prioridades além da construção de vias.
Tendo sido o governo a financiar todas as obras, com recurso a uma dívida oculta, não se compreende o aparecimento das PPP's regionais, com as rendas elevadíssimas que representam.
Vejamos bem as diferenças.
No continente os construtores investiram na construção das estradas, tendo o estado começado a pagá-las apenas após a sua conclusão, incluindo nesses contratos a manutenção das mesmas, durante o período desses contratos de parcerias publico-privadas.
Na Região o Governo Regional investiu na construção das estradas, pagando às construtoras pelo trabalho executado. Após a sua conclusão, o Governo Regional entrega às mesmas construtoras, a troco de meia dúzia de patacas, a exploração dessas mesmas vias, com rendas futuras astronómicas.
É necessário inverter este negócio ruinoso gerado pelo Governo PSD.
É preciso renegociar as rendas da Via Litoral e Via Expresso, e com isso poupar numa legislatura 160 Milhões de Euros, tão necessários para investimentos na economia madeirense.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Eu acredito na Mudança

Após décadas de governação pela mão do PSD, a Região chegou a um ponto de total ruptura social. 
Famílias desmembradas pela emigração, destruídas pelo desemprego, a esperança começou a morrer.

É por isso que apenas a Coligação Mudança pode repor essa esperança. É preciso acreditar nos madeirenses e nas suas capacidades de dar a volta por cima. 

Victor Freitas traçou como cavalo de batalha a renegociação da dívida, como medida fundamental para dar essa esperança e podermos assim implementar um programa de crescimento económico e social.



Para essa renegociação é preciso trabalhar, fazer consensos, fazer acordos. E foi isso que Victor já começou a fazer. Tem da parte do Partido Socialista nacional o compromisso de apresentar já, na Assembleia da República, uma proposta para para baixar a taxa de juros de modo a que não se pague mais de juros do que a República paga. Não podemos aceitar que o Estado Português ganhe com a dívida da Madeira. Não é correcto, não é honesto.
Enquanto uns foram a Lisboa negociar com quem comanda os destinos do país e que permitiram esse ganho com a dívida da região e nada trouxeram, Victor Freitas foi também e conseguiu trazer medidas concretas para a região. 
Houve quem se preocupasse em tirar fotografias para a revista Caras, fotografias bonitas com certeza, mas qual o conteúdo? Vaidade, apenas vaidade, nada em concreto para os madeirenses. 


Obviamente que esta baixa de juros é bastante boa para as nossas finanças públicas, mas não é suficiente, é necessário renegociar novos prazos de pagamento, e há abertura da banca para isso, é preciso estender no tempo o pagamento da dívida e assim, dar mais um contributo para o alívio do serviço da dívida.

Vamos apresentar um programa exequível, os tempos da demagogia política já passaram, os eleitores têm o direito a saber como serão implementadas as medidas propostas, é preciso saber como financiá-las, como executá-las. 

Passo a passo vamos construindo a Mudança, rumo à vitória no próximo dia 29 de Março.